Caminhoneiro que sobreviveu com laranjas recebe visita de bombeiros
Militares ajudaram no resgate de caminhoneiro que
sofreu acidente no PR.
'Não sabia se ria ou chorava', conta a mãe ao saber que o filho estava bem.
'Não sabia se ria ou chorava', conta a mãe ao saber que o filho estava bem.
Do G1 PR
(Foto: Divulgação/PRE e Vanessa Rumor/RPC TV) Do G1 PR
'Graças a Deus, as laranjas caíram sobre o caminhão', diz caminhoneiro
(Foto: Vanessa Rumor/RPCTV)
Os bombeiros que ajudaram no resgate do caminhoneiro Renato Varela de Oliveira,
que sobreviveu durante cinco dias após um acidente na PR-151, em Jaguariaíva,
na região central do Paraná, estiveram, na tarde desta sexta-feira (8), no
hospital em que ele se recupera.
Eles contaram que o resgate envolveu riscos também
para os socorristas. “O local onde o caminhão estava gerava um risco grande
para a guarnição, porque a medida que nós realizávamos os trabalhos com o
desencarcerador, o caminhão pendia e aproximadamente um metro ou dois já estava
o desfiladeiro”, lembra o soldado Pablo Zander.
Ainda emocionada, a mãe de Renato, Maria Terezinha
Varela, contou ao G1, nesta sexta-feira (8) como foi descobrir que
o filho estava vivo. “A gente não sabia se sorria ou chorava, de tanta emoção”,
disse.
De acordo com Maria Terezinha, a família desconfiou
que algo estava errado ao perder o contato com o filho durante a viagem. “Eu
tinha ligado para ele às 19h30 de domingo (3) e estava tudo bem. Quando liguei
de novo, às 21h30, o telefone já caía na caixa postal”, lembra.
A partir daí, todos ficaram na espera. Ele deveria
ter chegado à Harmonia, no Rio Grande do Sul, na segunda-feira (4),
onde entregaria a carga. Porém, não apareceu. A família, então, entrou em
contato com os donos do caminhão que ele dirigia. Começava, naquele momento, a
busca a Renato.
Primeiro, a família e o dono do caminhão ligaram
para a polícia. “Ninguém sabia onde ele estava”, lembra Maria Terezinha. À
medida que o tempo passava, a preocupação crescia. “Fomos informados pela
polícia que iriam interromper as buscas no feriado. Com isso, meu marido
resolveu ir atrás dele”, conta a mãe dele.
O pai, Arzelino Varela, e o dono do caminhão, Tiago
Metz, decidiram percorrer o caminho por onde Renato deveria ter passado.
Segundo Metz, após descobrirem que Renato não havia passado pelo pedágio deJaguariaíva, começaram a busca-lo nos canteiros
da estrada.
Renato foi encontrado vivo, preso sob as ferragens
do caminhão, que havia tombado em uma curva. Durante cinco dias, ele se
alimentou apenas com as laranjas que viraram sob a cabine onde ele estava
preso. Em entrevista ao G1, ele falou sobre a experiência.
"Foi horrível. Eu passei pelo menos dois dias embaixo de chuva. Senti frio
e muita dor. Graças a Deus as laranjas caíram na cabine do caminhão e como eu
estava somente com as pernas presas, consegui alcançá-las e sobreviver com
elas. Acho que chupei pelo menos uma dúzia", disse.
Segundo Maria Terezinha, tanto a família quanto os
vizinhos estavam apreensivos, esperando que Renato fosse encontrado vivo. “A
gente ficou esses quatro dias sem comer, nem dormir direito”, diz.


Nenhum comentário:
Postar um comentário